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segunda-feira, 5 de julho de 2010

"... um jeito de não sentir dor: prendia o choro e aguava o bom do amor."





Quando eu tinha 10 pra 12 anos, minhas amigas, mesmo mais velhas (eu sempre era a mais nova do grupo, até hoje) gostavam de Kelly Key, iam assistir As Panteras e coisas do tipo no cinema... Eu sempre quis ser Britney e já não tinha paciência (acho que nunca tive) pra filme objetivamente mentiroso, por mais que passasse Rodrigo Santoro quinhentas vezes ou em 5 segundos de uma cena (calado) como foi a parte dele, na verdade, no filme.
Eu sempre gostei do clichê de baseado em fatos reais, e assisti diversas vezes Titanic, me emocionei sempre  quando "Jack" morria e Rosy ficava sozinha.
Pois bem, dando ênfase ao ponto do detalhe, eu gostava de filmes realistas e não ia me iludir pagando R$2,00 em um "felizes para sempre" como vários romances tipo os filmes de Xuxa, com direito a príncipe e fada...eu já disse que nunca existiu paciência né? Que bom!
Bem... eu quero chegar ao ponto e afirmar que segui direitinho o ditado: "de pequeno é que se aprende."
E até hoje observo pessoas a minha volta e me pergunto o que elas fizeram a vida toda se ainda não sabem nada?
Eu vejo gente acreditando em negro que disse que vai virar branco. (Michael Jackson é excessão da regra, ok?)
Em pau que nasce torto... e CIA!
Minha gente... é claro que eu torço pra a vida melhorar, pra a pessoa que eu amo amadurecer, pra as  pessoas enxergarem onde aperta o calo do pé, pra não calçarem mas o mesmo sapato e coisas do tipo.
Não estou dizendo que a minha vida é perfeita, pelo contrário.
Eu tô dizendo que eu sei como vai ser o futuro, de acordo com o presente.
Que eu sei que eu vou quebrar a cara, a partir do momento que eu estou dando ela à bater. 
Que sinto o calo machucando todos os dias...
Mas eu aguento sentir a dor e não me tranco no banheiro pra chorar sozinha.
Então... Só vem comigo quem aguentar fazer a evaporação das lágrimas que, aliás, não são minhas.

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