Tudo o que eu preciso eu encontro em mim!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

No movimento do tempo.






Estou evitando escrever aqui.
Estou evitando porque se eu começar eu não vou parar.
Estou evitando por mim mesma.
Eu não sei se vai ser bom pra mim despejar tudo o que grita aqui dentro... aliás, sei. Não vai!
Escrevo então em um papel, em um papel qualquer em algum lugar...
Por exemplo; o meu bloquinho de folhas rosas do trabalho acabou.
Escrevo e rasgo. Sem olhar.
Assim como fiz com você, sem olhar nos olhos!
Assim como você fez quando me viu chorar, sem me encarar.
Você não aguenta... e eu admito, nem eu.
Estou tentando calar o que sinto. É, hoje, eu estou com o rabinho entre as pernas mesmo.
Despejar tudo aqui seria me dar conta, por escrito, do tamanho do vazio,do tamanho da falta... Da falta que eu não sabia que você ia causar.
E ler, tudo isso em palavras, acaba sendo decepção á mais para mim.
Eu gosto de palavras, não vou deixar me decepcionar também com elas.
Eu tô mantendo distância... pronto, é isso e nada mais.
Distância de você, distância de mim, distância do meu coração...
Eu não quero nem sentir ele pulsar.
Eu não consigo nem reler o depoimento que te deixei, escrevi e pronto,te mandei.
Será que tem algum erro? nem sei...
Ler ou tentar concertar, qualquer coisa, será mecher mais, doer mais...
Eu estanquei a ferida pra o sangue parar de escorrer.
Depois de um tempo cicatriza, cura...
Quantas feridas eu já tive?
Quantas feridas já teve você?
Eu sei que você vai me entender.
Com um tempo tudo vai se resolver.
Mas, isso tudo é só pra te dizer: você me surpreendeu!
Que falta você tá me fazendo viu? Meu Deus!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eu não sei:



Eu não sei dizer que gosto, sem gostar;
Eu não sei sorrir, sem achar de fato, engraçado;
Eu não sei comprimentar alguém, quando não é significativo;
Eu não sei fingir que estou gostando para agradar;
Eu não sei desejar o bem, sem olhar à quem (o que é uma pena, confesso) mas por desconfiar, tenho que observar quem merece o meu desejar;
Eu não sei aceitar, sem concordar;
Eu não sei inventar respostas quando não me convém as perguntas;
Eu não sei dormir, sem me emborcar;
Eu não sei passar na frente da tua casa, sem nos imaginar;
Eu não sei prender o choro quando ele não quer me largar;
Eu não sei obedecer quando quero teimar;
Eu não sei como controlar o tom de voz quando algo me irritar;
Eu não sei confiar em uma pessoa, depois dela me decepcionar;
Eu não sei cozinhar;
Eu não sei trancar as palavras quando elas tem que passar;
Eu não sei me enturmar;
Eu não sei quanto é demais;
Eu não sei quanto é de menos;
Eu não sei me equilibrar, sempre vou pender mais pro lado de lá;
Eu não sei disfarçar quando quero desdenhar;
Eu não sei ir embora, sem olhar para trás;
Eu não sei pedir perdão, sem me arrepender de verdade;
Eu não sei pechinchar;
Eu não sei, nem consigo, desinteressar quando quero descobrir algo mais;
Eu não sei com pouco me contentar;
Eu não sei molhar os pés, apenas,  quando quero mergulhar;
Eu não sei sentir saudade, sem depois matar;
Eu não sei conservar;
Eu não sei esperar;
Eu não sei te amar...
Eu não sei até quanto você pode saber, que tudo em questão de sentimento, se relaciona à você.

quinta-feira, 22 de abril de 2010



Todo sopro que apaga uma chama, reacende o que for pra ficar. [O Teatro Mágico]

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu quero ir embora.




Pois bem. O título parece piraça de piralha que bate o pé quando está em uma festa de adulto com os pais. Mas não é. E talvez até seja,não sei.
O fato é que, a ponte: trabalho-casa-feriado ou fds não me satisfaz mais.
E como tudo que se aspira, já foi. Já reciclei, já reinventei, já olhei por todos os ângulos. Tá esgotado, já deu!
Eu quero ir embora. E agora eu falo como uma piralha mesmo!
Quero ir,pra algum lugar que não sei onde é,onde fica. Quero me doar ou virar a cara para alguém que eu não sei quem é. Quero arriscar, me surpreender ou arrepender, que seja.
E não pense que eu quero fazer tipo uma colônia de férias.  Minha vontade é de ver até onde eu consigo. Eu quero me testar. Fazer uma aposta comigo mesma. E eu sei sim, quanta responsabilidade vai ir ou sumir comigo, quanta falta vou sentir das coisas sempre no lugar e o pior ou melhor, quanta saudade vai me acompanhar. Mas eu não vou pra ficar, um dia eu vou voltar.
Tudo isso, não tem outro motivo a não ser o meu prazer. Uma busca alternativa a favor dos mais belos do amor, o amor-próprio. Eu sei que eu consigo sozinha. Graças a Deus, a minha mãe e a mim mesma... No final das contas, eu sempre me viro sozinha mesmo. Agora eu quero começar do começo. Não é coisa de momento, eu sempre tive essa vontade, esse desejo e propósito. Eu lembro que quando eu era pequena, minha avó reclamava comigo porque eu gostava de estar sempre na rua, e eu sempre desaforada,respondia: vou entrar agora, mas é porque já terminei de brincar. E quando eu tiver 18 anos eu não vou mais ficar morando aqui mesmo.
Entrava, ia deitar e a ansiedade de liberdade não me deixava fugir, mas me fazia imaginar.
E eu imagina, fazia planos e investia em idéias.
Ás vezes, eu até sonhava... e mesmo isso já sendo uma coisa de algum tempo eu ainda lembro. E por incrível que pareça, os sonhos não estão desbotados, continuam com a mesma cor, o que mudou é que estão mais fortes e o triste é que talvez deixaram,agora,de ser sonhos para se tornarem objetivos. Mas favorece!
Ninguém nunca levou a sério essa minha vontade, alguns chamam de rebeldia, outros dizem que é coisa da idade... eu afirmo e reafirmo, é coisa minha.
 O tempo passou e tá passando, o tempo não pára! Mas já chegou a hora, segundo minhas datas, já estou com os meus 18 anos e ainda estou em casa. Por falta de independência, vários tipos de independência, menos a da alma.
Quem me conhece,sabe, quem não conhece já deve ter ouvido falar, gosto de ser livre!
Eu acredito ou prefiro acreditar que não fui feita pra ficar parada em um lugar, fazendo as mesmas coisas, batendo nas mesmas portas, indo sempre por um mesmo caminho.
Eu quero é um desvio, e se for pra se desviar mesmo, que seja!
Nunca gostei de nada no lugar, não vai ser agora.
Eu sou sim estranha, confusa e muito complicada.
Quero sumir hoje, talvez amanhã não queira nem sair de casa...
Certeza eu não tenho de nada, só de que a vida vai continuando. E eu, seguindo o rítmo vou com ela.
Vezes querendo fugir, vezes me escondendo.
Vezes lá, vezes aqui.
Derrubando e apanhando.
Caindo e levantando.
Indo e vindo.
Mas nunca no mesmo lugar.
E se um dia eu for embora, ninguém se preocupe, notícias eu sempre vou mandar.
Não vai ser hoje, eu sei. Mas esse dia, vai chegar.



domingo, 18 de abril de 2010

Até quando?

Não é que eu não seja feliz, jamais!
Eu só estou um pouco insatisfeita...
Sentindo falta de uma coisa que eu tenho? Como assim? (...) Também não sei, mas sinto.
E até sei... que:
Continuo dormindo e acordando sozinha, mesmo que eu tenha vivido e vivendo noites lindas;
Continuo saindo com família e encontrando os amigos aos domingos, mesmo sabendo que tenho namorado;
Continuo esperando uma ligação pra me sentir segura, mesmo tendo a certeza de que você pensa em mim;
Continuo indo e voltando sozinha do trabalho, mesmo que tenha quem me leve;
Continuo indo por um caminho que eu sei que é mais longo, mesmo sabendo chegar ao mais perto;
Continuo fazendo planos impossivéis, mesmo sabendo como realizar os simples;
Continuo evitando uma mensagem, mesmo sabendo que se usar minhas palavras vou conseguir te tocar;
Continuo indo às festas á procura de algo, mesmo sabendo que não é lá o lugar mais correto para encontrar;
Continuo fazendo promessas que não vou cumprir;
Continuo esperando que "alguém" tome a atitude que eu desejo, mesmo sabendo muito bem como fazer para almejar;
Continuo esperando você me ligar, mesmo sabendo o seu número discar;
Continuo questionando, não aceitando e empurrando com a barriga, mesmo sabendo como chutar;
Continuo te olhando de lado, mesmo sabendo que o melhor é mesmo te encarar;
Continuo esperando tu chegar, mesmo sabendo como te apressar;
Continuo esperando as coisas mudarem, mesmo sabendo que o melhor é me adaptar;
Continuo despejando minha angústia toda aqui, ao invés de agir;
Continuo deixando o tempo passar, mesmo sabendo que ele não vai voltar...
Até quando?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ainda e sempre.


Estou no trabalho e sempre que lembro e tenho um tempinho, costumo ler um livro chamado "Pão Diário" que uma amiga minha, de trabalho, tem aqui. Esse livro a cada dia tem uma mensagem bíblica, um acontecimento, posso até dizer uma dica ou um conforto mesmo.
A mensagem de hoje falava sobre o amor...
O amor de verdade.
E desde então, me chamou atenção por ser o mesmo assunto do post anterior a este.
Depois de ler a página do livro, não só me identifiquei como também percebi que eu estava com a razão, se não era razão a palavra correta eu estava defendendo a mesma causa; de amar sem limites. De se doar MESMO!
" Quando Deus nos ordenou amar uns aos outros, não disse goste uns dos outros, ia muito além.... Tanto que ele se deu por inteiro por sentir o amor por nós. "
Essa é mais ou menos uma parte do texto.
Uma parte simples, mas que mostra que amar é se doar, se entregar mesmo. E isso me tocou porque foi exatamente o que eu disse, pensei e senti há 2 dias atrás.
Seria um sinal pra continuar? Só sei que por um instante me senti aliviada, e agora me sinto com o dever de missão cumprida!
Missão cumprida no sentido da intensidade de amar, no sentido de usufruir de todas as formas de sentir este sentimento.
E até de sofrer por ele, de se submeter, de ceder e de perdoar.
" Meu exemplo preferido em relação ao amor, é o de uma mãe. Que em uma noite fria, não se deita, se aconchega em um cobertor e fica sentindo o quanto ama seu filho, mas levanta-se no frio e vai amamentá-lo. "
Pois bem, acho que esse trecho grifado já diz tudo. Eu vou sim, me levantar todas as vezes que eu cair e amar de novo, sentindo frio ou confortável, segura ou insegura...
Eis que um dia essa Mãe virá a ser recompensada... E eu também!!!
Assim espero.

domingo, 11 de abril de 2010

Se isso não é amor,o que mais pode ser?

Costumo pensar que, se uma atitude, por mais impulsiva que seja é dedicada e feita por amor não existe critério sobre se é certo ou errado,é divino.
O amor é divino!
Talvez eu esteja errada em dizer isso,mas é o que sinto.
" É o amor que move o mundo."
E como diz, Oswaldo Montenegro:
Que toda a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Pois bem, sábias palavras e um bom exemplo.
Me identifico muito com essas pessoas intensas, que são chamadas de "loucas" por quem não sabe o melhor da vida: arriscar.
Repito, mais uma vez: posso está enganada, mas...
Não existe nada melhor do que o AMOR! O amor de verdade, aquele que é sem controle, sem bom senso, sem hora, sem tempo, sem propósito, sem certeza...
O amor que arde de desejo, que arrepia em um só toque, que vira e desvira a nossa cabeça, que faz a gente levitar, cometer loucuras e até erros.
Esse é o amor que todo mundo quer sentir, e é o que  EU SINTO, o que EU TENHO.
Deus foi muito generoso comigo!
Esse é o sentimento pelo qual se vive, é esse o objetivo de querer ser imortal ou de pelo menos morrer sentindo.
O amor é tão supremo que mata e continua-se vivendo.
Você já morreu de amor? Se não, então você nunca viveu...
Eu estou aqui, ás 23:18 pm, já devia está dormindo pois amanhã acordo cedinho e vou enfrentar mais um dia de trabalho, mas o sono não chega nem perto. E você sabe por que? Porque o amor vibra aqui dentro, pulsa,pulsa e pulsa forte!
Me mantendo viva, esperta, quente, ativa e louca.
Louca por você.
Eu AMO você, eu grito aqui dentro de mim e eu sei que você escuta daí.
Do mesmo modo que eu vi você  gritando de vontade de fazer amor.
QUE BOM QUE EU FUI SORTEADA COM O MELHOR DOS SENTIMENTOS NA MINHA VIDA!
Ninguém tem noção do quanto eu sou feliz por causa disso.
E para vocês, uma dica: AMEM E REAMEM, o que mais vinher é consequência.
Nunca se doe, se ENTREGUE.
Assim seja!