Tudo o que eu preciso eu encontro em mim!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu quero ir embora.




Pois bem. O título parece piraça de piralha que bate o pé quando está em uma festa de adulto com os pais. Mas não é. E talvez até seja,não sei.
O fato é que, a ponte: trabalho-casa-feriado ou fds não me satisfaz mais.
E como tudo que se aspira, já foi. Já reciclei, já reinventei, já olhei por todos os ângulos. Tá esgotado, já deu!
Eu quero ir embora. E agora eu falo como uma piralha mesmo!
Quero ir,pra algum lugar que não sei onde é,onde fica. Quero me doar ou virar a cara para alguém que eu não sei quem é. Quero arriscar, me surpreender ou arrepender, que seja.
E não pense que eu quero fazer tipo uma colônia de férias.  Minha vontade é de ver até onde eu consigo. Eu quero me testar. Fazer uma aposta comigo mesma. E eu sei sim, quanta responsabilidade vai ir ou sumir comigo, quanta falta vou sentir das coisas sempre no lugar e o pior ou melhor, quanta saudade vai me acompanhar. Mas eu não vou pra ficar, um dia eu vou voltar.
Tudo isso, não tem outro motivo a não ser o meu prazer. Uma busca alternativa a favor dos mais belos do amor, o amor-próprio. Eu sei que eu consigo sozinha. Graças a Deus, a minha mãe e a mim mesma... No final das contas, eu sempre me viro sozinha mesmo. Agora eu quero começar do começo. Não é coisa de momento, eu sempre tive essa vontade, esse desejo e propósito. Eu lembro que quando eu era pequena, minha avó reclamava comigo porque eu gostava de estar sempre na rua, e eu sempre desaforada,respondia: vou entrar agora, mas é porque já terminei de brincar. E quando eu tiver 18 anos eu não vou mais ficar morando aqui mesmo.
Entrava, ia deitar e a ansiedade de liberdade não me deixava fugir, mas me fazia imaginar.
E eu imagina, fazia planos e investia em idéias.
Ás vezes, eu até sonhava... e mesmo isso já sendo uma coisa de algum tempo eu ainda lembro. E por incrível que pareça, os sonhos não estão desbotados, continuam com a mesma cor, o que mudou é que estão mais fortes e o triste é que talvez deixaram,agora,de ser sonhos para se tornarem objetivos. Mas favorece!
Ninguém nunca levou a sério essa minha vontade, alguns chamam de rebeldia, outros dizem que é coisa da idade... eu afirmo e reafirmo, é coisa minha.
 O tempo passou e tá passando, o tempo não pára! Mas já chegou a hora, segundo minhas datas, já estou com os meus 18 anos e ainda estou em casa. Por falta de independência, vários tipos de independência, menos a da alma.
Quem me conhece,sabe, quem não conhece já deve ter ouvido falar, gosto de ser livre!
Eu acredito ou prefiro acreditar que não fui feita pra ficar parada em um lugar, fazendo as mesmas coisas, batendo nas mesmas portas, indo sempre por um mesmo caminho.
Eu quero é um desvio, e se for pra se desviar mesmo, que seja!
Nunca gostei de nada no lugar, não vai ser agora.
Eu sou sim estranha, confusa e muito complicada.
Quero sumir hoje, talvez amanhã não queira nem sair de casa...
Certeza eu não tenho de nada, só de que a vida vai continuando. E eu, seguindo o rítmo vou com ela.
Vezes querendo fugir, vezes me escondendo.
Vezes lá, vezes aqui.
Derrubando e apanhando.
Caindo e levantando.
Indo e vindo.
Mas nunca no mesmo lugar.
E se um dia eu for embora, ninguém se preocupe, notícias eu sempre vou mandar.
Não vai ser hoje, eu sei. Mas esse dia, vai chegar.



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